Wednesday, March 31, 2010

197.

andré gonçalves: for Analog Synthesizer and Super 8 Projector
07.04.2010
Solo Performance
Gear-Up Festival - Sound and Interactive Media
Covilhã


http://www.gear-up.info

196.

miguel bonneville: i wanted to change the world















imagens | images: miguel bonneville

Tuesday, March 30, 2010

195.

entrevista perpétua | perpetual interview: Quadrologia Pentacónica by Von Calhau


source: http://missdove.blogspot.com/2010/03/perpetual-interview-at-cristina-guerra_28.html

194.

entrevista perpétua | perpetual interview: Notations on ordering the curtain down (ongoing) by Mariana Silva





193.

entrevista perpétua | perpetual interview: Silence, loud noise, collective reading, singing, coughing, knocks or bangs, exclamation, applause, catcalls, hisses, people leaving, throwing of objects, people getting onto stage" by Mariana Silva




source: http://missdove.blogspot.com/2010/03/perpetual-interview-at-cristina-guerra_22.html

192.

entrevista perpétua | perpetual interview: Ana Branca by Von Calhau








source: http://missdove.blogspot.com/2010/03/perpetual-interview-at-cristina-guerra.html

Friday, March 26, 2010

191.


miguel bonneville
I WANTED TO CHANGE THE WORLD. But I have found that the only thing one can be sure of changing is oneself.' disse o Aldous Huxley. E eu repito-o.
Nesta performance os meus braços são tatuados. Verdadeira e permanentemente. É uma tradição de quem não se quer esquecer. Uma tradição de constante renascimento. Tatuar a fidelidade, tatuar a velocidade, a prontidão na acção. Tatuar a continuação de uma filosofia já começada. A filosofia de definir a existência.

Concepção e interpretação - Miguel Bonneville
com a colaboração de Daniel
Assistência - André Duarte
Fotografia de cena - Joana Linda
Registo vídeo - Sofia Arriscado
Produção - Miguel Bonneville
Agradecimentos – Helena Nogueira Silva, Diogo Bento

190.

pedro barateiro
o sopro da prata


189.


vera sofia mota e isabel simões
é que um mundo todo vivo tem a força de um inferno

Apresentação da Residência
Epipiderme / Fábrica do Braço de Prata

Sexta-feira, 26 de Março às 21h

Entrada livre.
Sala Wittgenstein (2ºAndar)

Poço do Bispo/Braço de Prata
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1,
Lisboa (em frente aos Correios do Poço do Bispo)
http://www.bracodeprata.com

Sunday, March 14, 2010

188.


pedro barateiro
summa cavea

Pedro Barateiro apresenta novas esculturas e performances que têm como ponto de partida um filme documental realizado em 1957. Até 24 de Abril na Galeria Pedro Cera, em Lisboa. "Summa Cavea" quer dizer em latim, a última fila de um teatro ou anfiteatro romano. Sendo "Cavea" uma bancada, ou plateia, o local onde se sentam os espectadores. Pedro Barateiro (n.1979, Almada) viu este título num cartaz de um filme antigo. "Summa Cavea" é um filme documental de 1957 realizado pela alemã Christina Vinug que retrata a vida de um grupo de arqueólogos numa mina do sul de França.
Serão apresentadas duas performances: "O Sopro de Prata: a partir de fotografias de Emile Marini" que conta com a participação de Lula Pena (Sábado, dia 27 de Março, às 17h) e "Hoje Estamos de Olhos Fechados", com Lia Gama (Sábado, 10 de Abril, às 17h).

(fonte: S.Po. in guia do lazer)

187.


alexandre a. r. costa.
...nice to see you Ms. HOLLOW! 
Inauguração - 24 de Março (Quarta-feira), 21h30m, Galeria - Oficina Cultural -  Instituto Superior Politécnico de Viana do Castelo.

Esta é uma exposição que se apresenta reunindo várias práticas  artísticas contemporâneas, como a Instalação, Escultura, Desenho, Fotografia, Vídeo, Performance. Para além disso, há nesta exposição, um projecto especial denominado "Que podes fazer perante o desaparecimento da Utopia?" que resulta de um processo de trabalho de artista e que se expande ao território da curadoria... a colaboração nesse projecto e o resultado será visível no dia de inauguração.

Participação especial dos artistas: 
Ana Serra, Augusto Costa, Carol Oliveira, Hugo Brito, Javier Tudela, Jorge Fernando dos Santos, Juanjo Fuentes, Martín Caeiro, Miguel Seabra, Paulo Mendes, Pedro Cabral Santo, Ruben Freitas, Tiny Domingos

Apareçam, também para provar uma fatia de um grande bolo de chocolate e assistir a uma performance/conversa com Alexandre A. R. Costa e Javier Tudela!

186.

festival plot in situ


+ info:

http://plotinsitu.blogspot.com/

185.

International Call for Proposals - Low Lives 2

Low Lives 2 - Call for live performance-based works
Deadline- March 30th, 2010

Now in its second year, Low Lives is a one-night exhibition of live performance-based works transmitted via the internet and projected in real time at numerous venues throughout the U.S. and around the world. Low Lives 2 will be presented as part of Fusebox Festival in partnership with Co-Lab, Austin, TX; Galeria de La Raza, San Francisco, CA; Diaspora Vibe Gallery, Miami, FL; The Temporary Space in Houston, TX; and Terminal, APSU, Clarksville, TN. Additional presenting partners T.B.A.
Low Lives examines works that critically investigate, challenge, and extend the potential of performance practice presented live through online broadcasting networks. These networks provide a new alternative and efficient medium for presenting and viewing performances. Low Lives is about not simply the presentation of performative gestures at a particular place and time but also about the transmission of these moments and what gets lost, conveyed, blurred, and reconfigured when utilizing this medium. Low Lives embraces works with a lo-fi aesthetic such as low pixel image and sound quality, contributing to a raw, DIY and sometimes voyeuristic quality in the transmission and reception of the work. Submissions are welcome from both established and emerging artists.

Submission Requirements:
- Artists can submit previously created works or new work to be considered through links to artist’s websites or other web destinations. Duration of works must be under 5 minutes to be considered.
- Only live performances will be considered
- Artist statement including how work relates to Low Lives concept
- Artist Bio
- CV
- Email complete submission materials to: keoqui@gmail.com

 
Important Dates:
March 30th - Submission deadline
April 7th - Artists notified on selection
April 30th - Show opens - 7:30 – 10:30 pm (EST)

Artists selected to participate in this exhibition will transmit their work live through Ustream.tv a platform that allows for anyone with a computer, webcam and internet connection to broadcast live.
Opportunity for Presenting Partners:
Regional, national, and international arts organizations interested in presenting this one-night exhibition contact Curator, Jorge Rojas at: keoqui@gmail.com

To view last year's exhibition catalog and performance videos visit labotanica -
http://labotanica.org/blog/?page_id=782

Friday, February 26, 2010

184.

imagem: Equipamentos, Mário Novais (1933 - 1983)
Cortesia Emissora Nacional de Rádiodifusão, Portugal


  
entrevista perpétua
FALKE PISANO / MARIANA SILVA / MICHELE DI MENNA / PIERRE LEGUILLON / VON CALHAU

A Galeria Cristina Guerra apresenta Entrevista Perpétua, um programa de performances, conferências-performance, leituras, concertos e emissões radiofónicas. Este programa, ao mesmo tempo que apresenta pela primeira vez em Portugal o trabalho performativo de uma série de artistas internacionais, vem reconhecer a crescente importância da voz nas chamadas artes visuais, assim como o interesse dos artistas em explorar suportes mais ou menos obsoletos como a rádio. Vozes por todo o lado! A facilidade com que, através do recurso às tecnologias contemporâneas, conseguimos hoje gravar e disponibilizar discursos, conferências, declarações e entrevistas já levou alguém a afirmar que viveremos actualmente uma espécie de “conversa infinita”. O facto é que os artistas recorrem cada vez mais à linguagem, nomeadamente à palavra falada e escrita, frequentemente gravada. Uma das explicações para esta recorrência da actividade discursiva será o facto de estarem interessados em explorar meios de transmitir informação que divirjam de modelos educativos cada vez mais estandartizados – ou em explorar e difundir um tipo de conhecimento que nem sequer pode ser descrito como informação. Há quem defenda o discurso falado, a conversa enquanto um suporte artístico tão legítimo quanto, por exemplo, a escultura, a pintura, o filme ou o vídeo. Não é por acaso que muito se tem escrito, nos últimos tempos, sobre a “arte da conversa”.
Entrevista Perpétua – nome pedido de empréstimo a um projecto da artista portuguesa Ana Jotta (Lisboa, 1946) em que esta se auto-entrevista –, é um programa de conferências-performance, de leituras, de concertos e de peças radiofónicas que vem reconhecer
o interesse crescente dos artistas visuais pela linguagem, pela palavra, pela voz – interesse traduzido frequentemente em peças que exploram o formato conferência, convocam o teatro, exploram as potencialidades da rádio. Entre os dias 08 e 13 de Março, a Galeria Cristina Guerra (Lisboa) acolhe uma série de artistas que têm vindo a explorar a linguagem, falada e escrita, e que no espaço da galeria apresentam durante esses seis dias uma série de projectos eminentemente performativos. Em peças que vão de leituras públicas a conferências e a performances, passando por leituras e concertos, os artistas convidados recorrem a diferentes estratégias linguísticas, confrontando-nos com a capacidade do som e da palavra para produzir espaço, abalar a noção de espectador, repensar a história da arte – nomeadamente do modernismo e da abstracção –, fazer vacilar conceitos de informação e de conhecimento.
É sintomático que este projecto tenha um prolongamento na rádio. Embora o interesse dos artistas pela rádio não seja recente, as peças que foram realizando para este meio nunca foram particularmente reconhecidas dentro dos seus respectivos percursos. Esta situação tem vindo a inverter-se, e é cada vez maior o número de artistas a utilizarem o potencial daquele suporte através de peças sonoras, leituras de conferências ou de teatro, performances radiofónicas.
A Rádio Zero (Lisboa), parceira desta iniciativa, difunde ao longo da semana peças concebidas pelos artistas especificamente para a rádio (entre as 12h e as 13h) e no último dia, sábado 13, transmite em directo desde o espaço da Galeria Cristina Guerra um concerto/performance de Von Calhau (a partir das 17h).

Sobre os artistas:
Falke Pisano nasceu em Amesterdão, em 1978. Entre as suas últimas exposições destacam-se “Modern Modern” CAM: Chelsea Art Museum, Nova Iorque), “Modernologies” (MACBA, Barcelona) e “Making Worlds” (Bienal de Veneza) todas de 2009. Entre as conferências/performance mais recentes da artista contam-se “Mes nuits sont plus belles que vos jours” (5th Berlin Biennale, Berlim, 2008), “Evas Arche und der Feminist” (Gavin Brown’s Enterprise, Nova Iorque, 2008), “A Sculpture turning into a Conversation” (Béton Salon, Paris, 2008) e “Affecting Abstraction #3”(Lisson Gallery, Londres, 2007). Falke Pisano tem vindo a debruçar-se sobre o legado do modernismo. As suas pesquisas sobre noções de modernismo e sobre exemplos icónicos ou, pelo contrário, quase desconhecidos de edifícios modernistas e de esculturas abstractas, têm-se traduzido frequentemente em conferências-performance.
Mariana Silva nasceu em Lisboa, em 1983. Vive e trabalha em Nova Iorque. A partir de 2004 participou em diversas exposições colectivas, nomeadamente “República ou o Teatro do Povo” (Arte Contempo, Lisboa, 2009),“BesRevelação 2008” (Museu de Serralves, Porto, 2008) “Eurásia” (Casa Museu Anastácio Gonçalves, Lisboa, 2008), “Antes que a produção cesse” (Espaço Avenida, Lisboa, 2007) e “Art Meeting 2006” e “Rundgang” (Universität der Künste, Berlim, 2006 e 2007, respectivamente). Em 2009, o colectivo odeclive, de que faz parte, organizou em Lisboa um ciclo de exposições intitulado Estados-Gerais, apresentando, em três exposições colectivas (“República ou o Teatro do Povo”, “, obras de vários artistas portugueses e internacionais. Acualmente, é artista-em-residência no iscp (International Studio & Curatorial Program), Nova Iorque. No âmbito desta residência, Mariana Silva propôs-se investigar momentos especialmente conturbados (que deram origem a protestos, pateadas, motins) na relação dos espectadores com determinadas obras (teatrais, musicais) ao longo do século XX, estudo que se tem traduzido em textos, leituras e conferências-performance.
Michele di Menna nasceu em Vancouver, Canadá, em 1980. Vive e trabalha em Frankfurt. Entre as suas últimas exposições individuais destacam-se “SMS” (MARTa Herford, Herford, 2009), “Society for Actually Happening Art: A Rise and Fall Performed by Hands” (White Heat, Estugarda, 2009), “Where Everything is Crumbling” (Galerie Kamm, Berlim, 2008), “Because I Must”, Center, Berlim, 2008) e “These Eels Are Electric” (Galerie Ritter & Staiff, Frankfurt, 2006). Entre as suas últimas exposições colectivas contam-se “The Great Transformation, Art and Tactical Magic” (MARCO de Vigo e Frankfurter Kunstverein, 2008), “Lapdogs of the Bourgeoisie” (Arnolfini, Bristol, 2009), “The Perpetual Dialogue” (Andrea Rosen Gallery, Nova Iorque, 2009) e “At Home” (Die Fuge, Berlim, 2010). As suas performances têm sido apresentadas em vários países. Destacam-se: “A Rise and Fall performed By Hands” (Every Letter in the Alphabet, 2010) e “Performed Rigorous Lines Framed in Cool-Toned Symmetry” (IMO, Copenhaga, 2009). Os projectos performativos de Michele di Menna já levaram alguém a descrevê-la como a “Yvonne Rainer para a geraçao Nu-Rave”, e ao seu trabalho como a mistura perfeita entre o movimento Fluxus e o filme Flashdance.
Pierre Leguillon é um artista e curador francês. Desde o princípio da década de 1990 que alia à prática artística projectos de comissariado e escreve crítica de arte. Criou a revista Sommaire (35 números entre 1991 e 1996) e foi colaborador das revistas Journal des Arts, Art Press e Purple. Também se tem dedicado à performance e a fazer conferências/performance – são muito conhecidos, por exemplo,
os slideshows em que apresenta imagens de exposições que foi fotografando ao longo dos anos. Entre as suas últimas exposições destaca-se “Diane Arbus: a printed retrospective (1960-1971)”, apresentada na Kadist Art Foundation (Paris), em 2008-09, onde apresenta uma parcela muito significativa (cerca de 85%) das imagens publicadas em revistas pela fotógrafa – um importante corpo de trabalho particularmente negligenciado pela história da fotografia.
Von Calhau é o nome da dupla de artistas formada por Marta Ângela e João Alves. O seu trabalho, dificilmente catalogável e em que religião, transe, psicadelismo e ruralidade se traduzem em projecções de filmes de 16 mm, performance e concertos tem, desde 2006, sido apresentado em locais como a Galeria ZDB (Lisboa, 2009) ou o Uma Certa Falta de Coerência (Porto, 2009). Esta dupla, talvez justamente pela sua condição de dupla, apresenta na internet aquele que, mais do que um blog, é um projecto artístico de pleno direito (www.einsteinvoncalhau.com), e onde tem ensaiado explorar jogos de linguagem que traduzam uma ideia de simetria, nomeadamente anagramas, palíndromos e versos anacíclicos.
 

Ricardo Nicolau
 



Parceiro:
Programa detalhado - www.cristinaguerra.com
Emissões de rádio diárias - www.radiozero.pt

Tuesday, February 23, 2010

183.

marta bernardes
apresenta
convocatória – ensaio aberto

atenção: nova data a anunciar no mês de março
n’a Sala
Rua do Bonjardim, 235 2º

Ando preocupada com o depósito das linguagens. Chamo-lhe assim por agora porque não sei chamar melhor. Com o que que resiste às intenções comunicantes. Chego a pensar que grande parte do que se julga comunicar não comunica, não passa. Apenas um lugar mínusculo, o de uma espécie de concórdia, de consenso virtual permite a ilusão da comunicaçãoo, uma lógica comercial dos signos.
Mas nem é tanto o problema da comunicação que me ocupa. É mais o que se estende de silêncio, ou talvez de vazio, em cada signo expresso, é o que escapa e que esquece na invenção da tangente. Tenho dificultades em expressar este inexpressável sem ser de forma poética, metafórica, pouco clara,  pouco concisa, sem a geometria de uma explicação. Tudo isto já me  é suficientemente difícil se o jogo se joga dentro de um único idioma. Agora imagino a doença filigrana de pensar no encontro de linguagens disintas, idiomas diferentes, mais ainda se pensar em todas as formas possiveis de expressão, em todos os corpos…. que resta da viagem de um sentido por diferentes corpos de expressão? Talvez não reste nada, nem um cadáver, apenas os roteiros das suas viagens, uma biografia periférica dos colos onde desfaleceu, onde se reinventou. 
E no entanto tudo na vitalidade de um qualquer movimento transporta a  signifcação mais pura, mais próxima da hecatombe, da comoção de uma experiência. Se calhar o que me ocupa é o amor difícil entre toda a vitalidade e todo o código. Provavelmente isto ocupa-me porque já me cansei de abrir a boca para dizer o vazio. Quero dizer “Nós”, entre muitas outras coisas, e que esse dizer  seja efectivo. Mas não me é fácil.
É para tentar algumas imagens, para partilhar algo desta experincia que vos convoco para este ensaio aberto. Um ensaio pequeno, a nudez comedida de um primeiro passo.Venham e tragam com vocês, se vos aprouver, claro, objectos que possam ser recipientes, receptores de água: grandes, pequenos, habituais, inusitados, mais ou menos resitentes, tragam-se a vocês com as vossas bocas e as vossas mãos, qualquer coisa que possa receber e dar.
Juntos inventaremos as correntes, juntos brindaremos à sede.


"A obra está sempre em situação profética."
Roland Barthes



Informações: http://asalanabaixa.blogspot.com/