APELO À PARTICIPAÇÃO
para livro Performance Arte e Esfera Pública
Convite para artistas e investigadores interessados em enviar propostas artísticas ou ensaios sobre o tema performance arte e esfera pública para livro (em PT e em ENG) a publicar em 2017 pela editora Orfeu Negro.
Pode a Performance Arte construir, recriar e participar na esfera pública? De que forma pode ela repensar e reclamar outras formas de estar com o outro? Quais as implicações da sua institucionalização? Como podem os mundos criados pela Performance Arte reconfigurar as possibilidades políticas, éticas e estéticas do encontro com o outro e de acção no mundo? Estas são as inquietações de fundo deste livro.
Entende-se por Performance Arte o género artístico nascido no início do século XX com o futurismo italiano (Goldberg), intensificando-se e afirmando-se nos anos 60/70, especialmente nos EUA. Caracterizado por um conjunto de estratégias estéticas predominantemente auto-reflexivas, a Performance Arte desafia a relação com o espectador, os limites do objecto artístico e a própria ideia de artista, extremando a premissa modernista da fusão arte-vida. Esmorecida a sua função contestatária de origem patente em diversas disciplinas artísticas, a Performance Arte institucionaliza-se como género nas décadas de 80/90 (Féral). Actualmente, assistimos a novos modos de relação da artes efémeras com o museu (Lepecki, Heathfield), nomeadamente, através da curadoria e aquisição de obras performativas, da prática de reenactments ou da espectacularização do espaço e processo de trabalho. As gerações do teatro pós-dramático (Lhemman) assimilam, apropriam-se e reinventam as estratégias estéticas e políticas da Performance Arte, inclusive, em países onde ela se manifestou de forma descontínua, como em Portugal. Pensar a Performance Arte na contemporaneidade exige, assim, escutar os ecos da disseminação dessas estratégias por outros géneros artísticos que, porventura, a actualizam e redefinem.
Procura-se neste volume explorar as conexões e desconexões entre as estratégias artísticas e políticas da Performance Arte e a esfera pública, conceito histórica e culturalmente definido. Entende-se por esfera pública um espaço de confluência de discursos e forças ideológicas, afectivas e éticas que moldam a relação entre público e privado. Mais do que a possibilidade de chegar a um consenso (Habermas), interessa-nos considerar as práticas agónicas que definem a esfera pública (Mouffe) para repensar as formas de participação da Performance Arte na vida política, ética e afectiva bem como os contornos específicos dessa esfera que, por sua vez, se constitui enquanto performance (Cvejic). Os encontros promovidos pela Performance Arte criam mundos que interrogam, perturbam e complicam a esfera pública, tendo em conta a sua variação histórica, na medida em que o seu fazer é, por um lado, condicionado pelos discursos e ideologias que atravessam a esfera pública e, por outro, constitui uma força de acção e impacte nessa mesma esfera.
Impulsionadas pelas comemorações do centenário do Manifesto Futurista de Marinetti (2009), outras histórias da Performance Arte periféricas, desviadas e oriundas de contextos específicos têm proliferado. Em Portugal, a Performance irrompe de configurações sociopolíticas de mudança (instauração da República, Revolução dos Cravos, adesão à CE). A sua história vem sendo escrita segundo uma narrativa do intervalo, considerando-se episódica a sua manifestação nas diferentes artes (poesia, música, artes visuais, artes performativas). Este facto permite-nos, por um lado, equacionar a força mobilizadora da Performance na esfera pública dos diferentes momentos de emergência e, por outro lado, pensar a forma como cada campo artístico activa uma relação de participação específica. Neste sentido, este volume propõe-se contribuir para o projecto criador de E. Melo e Castro: escrever “o livro impossível que a(s)ideologia(s) e a história não nos sabem dar."
Este volume tem por objectivo oferecer um leque abrangente de perspectivas teóricas e artísticas num plano internacional sobre a relação entre Performance Arte e esfera pública, contribuindo para ao pensamento crítico sobre a Performance Arte e as artes performativas contemporânea e para diferentes modos de pensar retrospectivamente a Performance Arte portuguesa, assinalando o centenário da conferência futurista de Almada Negreiros, momento de referência para uma reflexão histórica (2017).
Convidam-se investigadores e artistas das áreas de estudos de performance, artes performativas, história, artes visuais, literatura, música, teoria dos afectos, novos materialismos, teoria política, estudos culturais, estudos feministas, estudos de género e queer, a enviar textos ou propostas artísticas que abordem um ou mais aspectos da relação entre Performance Arte e esfera pública, desenvolvendo pensamento em diálogo com casos específicos de práticas performativas contemporâneas portuguesas ou temáticas relevantes para as mesmas. Serão considerados temas como participação, institucionalização, performatividade, ideologia, arte e política, activismo, historicidade, afecto público, encontro, experiência. Alguns exemplos de tópicos possíveis:
- afecto público e esfera pública (condicionamento e potenciação de afectos como gestos políticos)
- poder e performatividade da recepção crítica
- performatividade (dos afectos, dos corpos, dos objectos ou do espaço em tensão na esfera pública)
- arte, política e activismo
- institucionalização da performance e contribuição da performance para novos pensamentos da instituição
- a prática dos reenactments, recriações, reinterpretações
- a Performance arte Ao museu (aquisições e curadoria, espectacularização do processo criativo, (re)produção e documentação de obras)
- análises de performances artisticas ou da obra de artistas (música, poesia, artes visuais, artes performativas) destacando a relação com a esfera pública
- as experiências vanguardistas portuguesas (relação com as vanguardas internacionais: influências, alinhamentos, isolamento, desvios, sintonia)
- influências e sintonias com outros artistas e/ou modos de intervir sobre a esfera pública
- repensar, reavaliar, reposicionar a história da Performance Arte portuguesa, os seus agentes e a sua produção
Especificações:
Ensaios: entre 4,000 e 6,000 palavras / 25,000 e 30,000 caracteres com espaços, em português e em inglês (máximo 2 imagens)
Documentos: enviar informação sobre direitos de autor dos documentos em causa
Páginas de artistas: máximo 2 imagens, preto e branco, 12,3 x 18 cm, 300 dpi
As sinopses que não devem exceder as 1200 palavras / 7500 caracteres.
Coordenação científica:
Ana Pais é investigadora de artes performativas, dramaturgista e curadora. É bolseira pós-doc da FCT no Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa / McGill University onde desenvolve o projecto “Práticas de Sentir”.
Esta publicação surge no âmbito do Projecto P! – Performance arte hoje, coordenado por Ana Pais, Catarina Saraiva e Levina Valentim, com a colaboração do curador de música Pedro Rocha. Por esta razão, a selecção dos artigos será discutida colectivamente.
Calendário:
Propostas: 31 Dezembro 2015
Divulgação dos textos ou propostas seleccionados: 30 Janeiro 2015
Entrega de textos: 15 Maio 2016
Data de publicação: Abril 2017
Todas as propostas, candidaturas ou questões devem ser enviadas para performativa2017@gmail.com
Friday, November 6, 2015
Saturday, October 31, 2015
552.
hugo de almeida pinho
The Valley of Thousands Smokes
31 de Outubro | 17h30
Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas | Açores
curadoria Mariana Brandão
"The Valley of Thousands Smokes parte de uma reflexão acerca da potência a negativo da visibilidade da imagem, para pensar movimentos que referenciam uma interioridade e exteriorização, uma presença e ausência, versando assim uma função irrealizante e infixa da imagem.
Projectado propositadamente para o Arquipélago nos Açores, The Valley of Thousands Smokes emprega o elemento do fumo como possível superfície de projecção, e, paradoxalmente, enquanto lugar de interferência, devido ao temperamento instável da sua compleição. A performance interpela a dimensão latente da aparição da imagem, tendo por base uma interioridade que se exterioriza, uma inscrição de representações que seguem este movimento que se expande de dentro para fora: sejam os fenómenos sociais da emigração açoriana, os elementos naturais das fumarolas e dos vulcões, ou, a própria materialidade – simbólica e física – do medium fotográfico. Assim, ao convocar uma comunhão entre uma moção humana e natural, a performance cita a justaposição dos quatro elementos da natureza responsáveis pela alteração dos estados da matéria, desenvolvendo um impulso auto-reflexivo que alude ao próprio acto constituinte da performance."
Sara Castelo Branco
Friday, October 30, 2015
551.
andré guedes
Die Wiederherstellung des Geistes
Curated by Juan de Nieves
25 September – 14 November 2015
Vera Cortês Art Agency
The last performance Oktett will happen on Saturday 7th November, at 3pm and 5pm
duration: 20'
Wednesday, October 14, 2015
550.
joão pedro vale & nuno alexandre ferreira
como fazer uma pintura sem sujar as mãos
shhhkola
festa de inauguração da rua das gaivotas 6
com o teatro praga
imagens de | images by alípio padilha
como fazer uma pintura sem sujar as mãos
shhhkola
festa de inauguração da rua das gaivotas 6
com o teatro praga
imagens de | images by alípio padilha
Wednesday, September 23, 2015
549.
diogo pimentão
from here to there
6th september
performance at
galerie untilthen
77 rue des rosiers 93400 saint ouen
from here to there
6th september
performance at
galerie untilthen
77 rue des rosiers 93400 saint ouen
image source galerie untilthen's instagram
548.
pedro neves marques
deepstaria e o drone
Leitura de Paula Sá Nogueira
deepstaria e o drone
OLD SCHOOL #37
12 de Setembro de 2015, às 22h
na Escola das Gaivotas
547.
conceitos e dispositivos de criação em artes performativas
colóquio internacional
http://www.uc.pt/iii/ceis20/conceitos_dispositivos
concepts and "dispositifs” of creation in performing arts
international conference
Tuesday, September 22, 2015
Wednesday, September 16, 2015
545.
com
Isabel Carvalho, Alex Cecchetti, Maria Hassabi, Loreto Martinez Troncoso, bem como das duplas Anastasia Ax & Lars Siltberg, Kovács/O’Doherty, Musa Paradisiaca, New Noveta e VIVO.
19 e 20 de Setembro
no Museu de Serralves
"O Museu como Performance” pretende apontar para novas direcções na relação entre a performance e as artes visuais.
Apresentado ao longo de dois dias, o programa integra novos trabalhos e obras recentes em diferentes espaços do Museu e do Parque de Serralves, que respondem ao contexto singular da sua arquitectura e natureza envolvente.
+aqui:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/o-museu-como-performance/?menu=252
Sunday, August 23, 2015
544.
diana policarpo
visions of excess, at xero, kline & coma, 23.05.15 – 14.06.15
sound file
http://www.xero-kline-coma.com/archive/DianaPolicarpo/Cabiria.mp3
For her first UK solo exhibition, artist Diana Policarpo has created a new body of works. Visions of Excess, is a site specific installation composed of sound, collage and mixed media, which draws on the thinking of George Bataille in The Accursed Share as a starting point. The work investigates power relations and popular culture juxtaposing the rhythmic structuring of sound as tactile material within the social construction of esoteric ideology. Policarpo creates performances and installations to examine experiences of vulnerability and empowerment associated with acts of exposing oneself to the capitalist world.
Cabiria is a multi-instrumental collective based in London, with Diana Policarpo (percussion), Hannah Catherine Jones (theremin) and Marina Elderton (electric guitar). Through live improvisation they create imaginary landscapes and ethereal atmospheres, weaving sound with layered vocals in a ritualised manner.
visions of excess, at xero, kline & coma, 23.05.15 – 14.06.15
sound file
http://www.xero-kline-coma.com/archive/DianaPolicarpo/Cabiria.mp3
For her first UK solo exhibition, artist Diana Policarpo has created a new body of works. Visions of Excess, is a site specific installation composed of sound, collage and mixed media, which draws on the thinking of George Bataille in The Accursed Share as a starting point. The work investigates power relations and popular culture juxtaposing the rhythmic structuring of sound as tactile material within the social construction of esoteric ideology. Policarpo creates performances and installations to examine experiences of vulnerability and empowerment associated with acts of exposing oneself to the capitalist world.
Cabiria is a multi-instrumental collective based in London, with Diana Policarpo (percussion), Hannah Catherine Jones (theremin) and Marina Elderton (electric guitar). Through live improvisation they create imaginary landscapes and ethereal atmospheres, weaving sound with layered vocals in a ritualised manner.
Wednesday, August 12, 2015
542.
ângela ferreira
performance na instalação especialmente criada para a exposição SAAL e que lida com a memória histórica e política de um dos momentos mais marcantes para a sociedade e para a arquitectura portuguesas. foi novamente apresentada durante a inauguração da exposição Fernanda Fragateiro e Ângela Ferreira da colecção António Cachola no espaço Chiado 8 em Lisboa.
performance during the opening of the exhibition Fernanda Fragateiro e Ângela Ferreira of the collection António Cachola at Chiado 8 in Lisboa.
texto da performance:
Linhas de acção dos técnicos enquanto técnicos
Sobre o modo como a Brigada, enquanto grupo técnico, pretende operar no âmbito do actual
contexto político.
A Brigada não adopta posições simplistas: aprender com o povo ou ensinar o povo.
Ela intervém com a sua formação real, aceitando e criticando as circunstâncias desta
formação, e com foco total num objectivo: o controlo das zonas degradadas pelas populações
que nelas habitam, no sentido da sua apropriação e recuperação, controlo esse que, desde o
início, deve ser necessariamente alargado à própria cidade e além dela.
(A superação, pelas Associações, dos objectivos que deram directamente origem ao projecto
SAAL está estritamente ligado à dinâmica do processo revolucionário português, do qual é,
ao mesmo tempo, motor e reflexo.) A Brigada considera que a sua formação e as suas ideias,
dentro dos limites concretos da reconstrução do habitat, em dialéctica com as ideias atuais das
populações para as quais trabalha, estarão na base de um mundo físico criado para e por uma
sociedade que se deseja sem classes.
A Brigada recusa o caminho do mimetismo ou da ambiguidade, por ser restrito ou
demagógico.
A Brigada não considera nem admite que a urgência dos problemas constitua um limite à
qualidade e à poesia.
(Poesia entendida como total adesão e expressão do processo político em curso, em toda a sua
riqueza e complexidade riqueza e complexidade cujas raízes se encontram tão só num
movimento popular colectivo e irreversível.)
A Brigada procura não confundir objectivos e métodos. Ela estabelece, juntamente com a
associação de inquilinos, as prioridades para cada momento, corrigindo-as se necessário, e
adoptando uma posição de crítica permanente.
Nesta óptica, cada decisão deverá ser assumida como parte de um processo dinâmico, sendo
indispensável a adopção de uma metodologia adequada.
Ultrapassados os processos burocráticos e tecnocráticos, o conceito do projecto é diferente, e
nada deve ter a ver com a improvisação ou o cassetete.
O rigor não é um limite à dinâmica do processo.
O rigor deve estar estritamente ligado à possibilidade real de evolução, ao amadurecimento, à
capacidade de responder ao processo, e deve estar sempre presente.
O rigor deve ser directamente proporcional a esta capacidade de resposta.
O rigor não é um limite à imaginação.
O rigor não é um limite à criatividade colectiva.
O rigor é a capacidade de resposta a um processo dinâmico.
“A qualidade é o respeito pelo povo.”
(Che Guevara)
texto supostamente da autoria de Álvaro Siza Vieira mas assinado pela brigada do SAAL Porto.
sobre a instalação e a performance:
performance na instalação especialmente criada para a exposição SAAL e que lida com a memória histórica e política de um dos momentos mais marcantes para a sociedade e para a arquitectura portuguesas. foi novamente apresentada durante a inauguração da exposição Fernanda Fragateiro e Ângela Ferreira da colecção António Cachola no espaço Chiado 8 em Lisboa.
performance during the opening of the exhibition Fernanda Fragateiro e Ângela Ferreira of the collection António Cachola at Chiado 8 in Lisboa.
texto da performance:
Linhas de acção dos técnicos enquanto técnicos
Sobre o modo como a Brigada, enquanto grupo técnico, pretende operar no âmbito do actual
contexto político.
A Brigada não adopta posições simplistas: aprender com o povo ou ensinar o povo.
Ela intervém com a sua formação real, aceitando e criticando as circunstâncias desta
formação, e com foco total num objectivo: o controlo das zonas degradadas pelas populações
que nelas habitam, no sentido da sua apropriação e recuperação, controlo esse que, desde o
início, deve ser necessariamente alargado à própria cidade e além dela.
(A superação, pelas Associações, dos objectivos que deram directamente origem ao projecto
SAAL está estritamente ligado à dinâmica do processo revolucionário português, do qual é,
ao mesmo tempo, motor e reflexo.) A Brigada considera que a sua formação e as suas ideias,
dentro dos limites concretos da reconstrução do habitat, em dialéctica com as ideias atuais das
populações para as quais trabalha, estarão na base de um mundo físico criado para e por uma
sociedade que se deseja sem classes.
A Brigada recusa o caminho do mimetismo ou da ambiguidade, por ser restrito ou
demagógico.
A Brigada não considera nem admite que a urgência dos problemas constitua um limite à
qualidade e à poesia.
(Poesia entendida como total adesão e expressão do processo político em curso, em toda a sua
riqueza e complexidade riqueza e complexidade cujas raízes se encontram tão só num
movimento popular colectivo e irreversível.)
A Brigada procura não confundir objectivos e métodos. Ela estabelece, juntamente com a
associação de inquilinos, as prioridades para cada momento, corrigindo-as se necessário, e
adoptando uma posição de crítica permanente.
Nesta óptica, cada decisão deverá ser assumida como parte de um processo dinâmico, sendo
indispensável a adopção de uma metodologia adequada.
Ultrapassados os processos burocráticos e tecnocráticos, o conceito do projecto é diferente, e
nada deve ter a ver com a improvisação ou o cassetete.
O rigor não é um limite à dinâmica do processo.
O rigor deve estar estritamente ligado à possibilidade real de evolução, ao amadurecimento, à
capacidade de responder ao processo, e deve estar sempre presente.
O rigor deve ser directamente proporcional a esta capacidade de resposta.
O rigor não é um limite à imaginação.
O rigor não é um limite à criatividade colectiva.
O rigor é a capacidade de resposta a um processo dinâmico.
“A qualidade é o respeito pelo povo.”
(Che Guevara)
texto supostamente da autoria de Álvaro Siza Vieira mas assinado pela brigada do SAAL Porto.
sobre a instalação e a performance:
"A obra [...] foi
especificamente concebida para a exposição sobre o Serviço Ambulatório
de Apoio Local (SAAL) apresentada na Fundação de Serralves entre Outubro
de 2014 e Fevereiro de 2015. O SAAL foi um interessante projeto de
arquitectura participativa promovido entre 1974 e 1976 por iniciativa de
Nuno Portas. O objectivo era resolver as enormes carências
habitacionais dos meios urbanos colocando brigadas técnicas compostas
por arquitectos, engenheiros, assistentes sociais e juristas em contacto
com as populações dos bairros da lata e das “ilhas” e projectando com
elas os novos contextos habitacionais. Com uma referência explícita ao
projecto da Bouça de Álvaro Siza Vieira, a escultura é também o lugar
onde uma performance é realizada, da qual consta a leitura de um texto
publicado, à época, pela Brigada de São Victor, também liderada por
Siza. A colecção António Cachola possui um muito particular envolvimento
com esta obra, na medida em que aceitou produzi-la ainda antes de
existir um projecto, possibilitando assim à artista desenvolver o
trabalho nas condições pretendidas."
Delfim Sardo
Tuesday, July 21, 2015
541.
mapa do tempo
(desenhos do corpo-mundo)
─ um projecto de ana nobre
23.07.2015
09:00 ─ 20:00
CERNACHE DO BONJARDIM
Lavadouro e Anfiteatro ao Ar Livre
Rua Dr. Parada Leitão
18:00 ─ 19:15
Improviso Sonoro de Ana Nobre,
André Neves, Baltazar Moreira,
Carlos Godinho, a partir do som ambiente
Documentação de Diogo Quaresma
"Tenho vindo a trabalhar, directamente, com os locais
/lugares que habito e que vou conhecendo através/com
o meu corpo.
Este projecto tem essa componente espacial/temporal
de vivência e experiência dos lugares.
O tempo da experiência/conhecimento sensível desses
lugares é aqui distendido, contrapondo ao isto foi da
fotografia, o isto foi sendo da performance da fotografia.
Trata-se de um real que se fixa noutro real, sem passar
pelo olho da máquina fotográfica, onde a obra se assume,
simultaneamente, como processo e como vestígio."
Ana Nobre
http://analentejana.tumblr.com/post/124058903501/premissas-em-fotografia-mostrar-qualquer-coisa-e
540.
beatriz albuquerque
the tea party
sábado, dia 25 de Julho, 16h
Bienal de Amares: Encontrarte
Largo Central, Amares
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