Tuesday, June 30, 2020

638.


de mim | tradução #1 | tradução #2
de susana mendes silva

Para "As coisas fundadas no silêncio", a artista plástica Susana Mendes Silva, desenvolveu “Como silenciar uma poeta”, um projecto expositivo que tem base na Sala Polivalente do MNAC que inclui duas performances que se debruçam sobre a tradução de um poema de Judith Teixeira para as outras duas línguas oficiais Portuguesas: a Língua Gestual Portuguesa e o Mirandês — "Tradução #1" e "Tradução #2" — e a leitura performativa da conferência "De mim" publicada por Judith Teixeira em 1926.

"Tradução #1" - com Patrícia Carmo

3 de julho, sexta-feira

17:30

Estúdios Victor Córdon

Duração: 2h



No sentido de contrariar a potência destrutiva do silenciamento em "Tradução #1" partiremos da tradução de um poema de Judith Teixeira para Língua Gestual Portuguesa.


Não é necessária qualquer experiência anterior em LGP ou dança.

Deverá chegar pelas 17:30.

É necessário trazer roupa que permita os movimentos e seguir as instruções de participação dos estúdios: https://www.cnb.pt/evcsegurancacovid19/

Participação gratuita para maiores de 18 anos, sujeita a inscrição.

As inscrições podem ser feitas até ao dia 28 de junho enviando nome completo e data de nascimento para o e-mail atelier@efabula.pt

Lotação 11 participantes.



“De mim” - com Marta Rema

3 de julho, sexta-feira

21:30

Rua das Gaivotas 6

Duração: 50 minutos



"DE MIM: Conferência em que se explicam as minhas razões sobre a Vida, sobre a Estética, sobre a Moral", é um manifesto no qual a escritora se defende dos ataques e críticas a que vinha sendo sujeita desde 1923. Como afirma Fabio Mario da Silva, este texto é "acima de tudo (...) um discurso — para além de ter como destinatária a burguesia fútil e a sua concepção retrógrada de arte, defendendo que os artistas não se devem limitar às emergências dos mercados editoriais — de exaltação ao exótico e ao futurismo, que seriam sinónimos, naquela altura, para a sociedade portuguesa, de imorais, doidos e pagãos". Não se sabe se este discurso terá sido alguma vez lido em público e por isso convocamos a sua presença fantasmática.

Participação gratuita para maiores de 18 anos sujeita a inscrição.
As inscrições podem ser feitas até dia 2 de julho para o e-mail atelier@efabula.pt
Lotação de 25 participantes.


"Tradução #2" - com Alda Calvo

4 de julho, sábado
16:00

Rua das Gaivotas 6

Duração: 2h


No sentido de contrariar a potência destrutiva do silenciamento em "Tradução #2" partiremos da tradução de um poema de Judith Teixeira para Mirandês.


Não é necessária qualquer experiência anterior em Mirandês ou em leitura de poesia.

Participação gratuita para maiores de 18 anos sujeita a inscrição.

As inscrições podem ser feitas até dia 2 de julho para o e-mail atelier@efabula.pt.

Lotação 20 participantes.

Sunday, June 21, 2020

.637



open call
RExFORM
envio de candidaturas 19 de junho – 19 de julho

RExFORM – Projeto Internacional de Performance é um novo projeto que nasce da colaboração entre o maat e a BoCA, com o intuito de promover a criação artística contemporânea, acompanhando a evolução do conceito de performance, entendida enquanto prática colaborativa com ramificações que envolvem novos conceitos de teatralidade, coreografia e medialidade. Este novo projeto anual visa apoiar a produção de criações de jovens artistas até aos 35 anos – todos os anos, um júri internacional selecionará o projeto vencedor que beneficiará de financiamento, de um primeiro espaço de apresentação e de promoção nacional e internacional. A primeira edição, em 2020, é exclusivamente dedicada a artistas portugueses.

http://www.bocabienal.org/rexform/

Friday, June 19, 2020

.636

elegia para armando azevedo, “oficial” da arte 
por josé antónio bandeirinha
a ler na Sinal Aberto



Monday, June 15, 2020

.635



in memoriam
armando azevedo (1946-2020)

ARMANDO AZEVEDO (Vila Nova de Famalicão, 1946 – Coimbra, 14 Junho 2020).
Estudante de Direito da Universidade de Coimbra desde 1966, Armando Azevedo abandona o curso em 1970 para começa a frequentar o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. O CAPC funciona como uma “sociedade artística” que não se reduz ao atelier, funcionando antes como verdadeiro laboratório criativo, onde se celebra a permeabilidade entre o espaço de experimentação e o de convívio. Primeiro como sócio, depois como professor (1976) e finalmente como director do CAPC, Armando Azevedo é o único elemento do Grupo Puzzle que aí permanece depois da Revolução de 1974. Com a saída de João Dixo, Albuquerque Mendes e Fernando Pinto Coelho para o Porto, surgiu a vontade de formar um grupo de trabalho independente, de forma a dar continuidade às experiências que se desenvolveram no contexto lúdico do CAPC e que depois de 1974 podiam extravasar para fora da escola. Entre 1973 e Dezembro de 1975 Armando Azevedo divide a actividade artística com o serviço militar. A sua saída do exército, em Dezembro de 1975, acelera a formação e definição do trabalho colectivo. Individual e colectivamente, interessou-lhe o ambiente experimental do espaço e do tempo, transformando-os em eventos e environments. Salienta-se no seu trabalho a anulação das fronteiras entre a forma e o conteúdo, entre os objectos impressos e o meio ambiente, entre os objectos quotidianos e os objectos de arte. No CAPC a sua primeira exposição individual apresenta Embalagens Brancas numa Embalagem Negra (1972). A estas monocromias seguem-se as entrópicas colagens das Cadeiras e Bancos (1976). Pornografia, política, religião, cinema, são temáticas que tratadas de uma forma livre, se definem num estado de desordem. A proliferação e sobreposição de imagens que passam a ocupar quotidianamente os media e o espaço urbano contaminam aos seus objectos artísticos. A silhueta de Armando Azevedo aparece colada nas paredes de Coimbra, num jogo de figura-fundo onde apropria a informação publicitária ao mesmo tempo que se deixa passivamente identificar por ela. Cartaz que nos conduz a Recordações (1977), exposição onde colecciona memórias vividas no presente. Estas recolhas e/ou apropriações terão um eco importante na performance do Grupo Puzzle. Colectivamente, organiza Nossa Coimbra Deles (1972), Prenda para Josefa de Óbidos (1972), 1.000.011º Aniversário da Arte (1974), Semana de Arte da (na) Rua (1976), entre outros projectos. Foram seus professores, no CAPC, João Dixo, Ângelo de Sousa e Alberto Carneiro. Ernesto de Sousa também organizou eventos no CAPC e convida os seus elementos para a exposição Alternativa Zero (1977). Em 1977 e na sequência do trabalho O Todo e as Partes (1977) preparado para a Alternativa Zero, Armando Azevedo funda com outros elementos do CAPC o Grupo de Intervenção do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra ou Grupo Cores (pertencem a este Grupo: São Pestana, Rui Órfão, Túlia Saldanha, António Barros e Teresa Loff). Pertence ao Grupo Puzzle desde a sua génese em 1976 até à ultima exposição em 1981. Não tendo uma formação artística académica, o trabalho colectivo que manteve com o Grupo Puzzle foi porventura o alicerce da sua obra individual que não mais deixou de desenvolver. Na obra do Puzzle, começa por utilizar as colagens que tornam a sua participação inconfundível, mas é também para algumas das pinturas do Grupo que pinta pela primeira vez. Entende o trabalho individual e colectivo como complementares. Participa individualmente em quase todas as exposições e eventos onde o Grupo Puzzle intervém. É talvez o elemento do Puzzle que mais acreditou no valor do trabalho colectivo, tal como o defendia o grupo e por isso mesmo, a sua voz salienta-se, nos poucos registos escritos que o Grupo Puzzle assinou.

Paula Parente Pinto


Wednesday, May 6, 2020

634.





in memoriam (1937-2020)
egídio álvaro deixou-nos no dia 3 de maio | egídio álvaro left us on the 3rd of may
o crítico e curador foi um dos mais importantes divulgadores da performance feita em portugal | the critic and curator was one of the most important promoters of performance art from portugal


to read
crossing the desert
p. 31- 35
http://performancemagazine.co.uk/wp-content/uploads/2017/03/Performance-Magazine-49-Sept-Oct-1987.pdf?fbclid=IwAR0U9n1GrthYU5Ozecayap50hf2_8EYyF1LfzmER0Y-PuXKj1aiZlUYmUE4

Wednesday, September 25, 2019

631.



hoje,
dia 25 às 22h
2ª mostra de performances do ciclo Acesso de Vertigens
com
antónio poppe, francisco babo, leonor figueiredo, margarida correia, xavier paes & magníficos avatares

nos Maus Hábitos, Porto

Friday, September 13, 2019

630.


performance-conversa com | performance-talk with antónio poppe
curadoria de | curated by susana chiocca
acesso de vertigem #2

13.09 — 19h maus hábitos
entrada livre | free entrance

António Poppe é o artista convidado desta edição para participar da residência artística na qual irá desenvolver o seu trabalho. Durante o processo de criação, no dia 14 de setembro, haverá uma performance-conversa a ser realizada, em que será possível conhecer o seu corpo de trabalho. Este será um momento importante de exploração, reflexão e conhecimento do seu percurso, possibilitando uma perspectiva mais ampla em diálogo com o público. Poppe cria entre a palavra, o desenho, a colagem e a meditação. A poesia sempre manifesta pelo pensamento aberto ao que vem, à performatividade, na sua lavrameditação. Concretiza-se também através do canto, da declamação num cruzamento instintivo de outras culturas e civilizações, que nos transportam a outros tempos e lugares.

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António Poppe is the guest artist of this edition to participate in the artistic residency in which he will develop his work. During the process of creation, on September 14th, there will be held a performance/talk, in which it will be possible to get to know his body of work. This will be an important moment of exploration, reflection and knowledge of its path, enabling a broader perspective in dialogue with the public. Poppe creates between the word, the drawing, the collage and the meditation. Poetry always manifests by thinking openly to what comes, to performativity in its lavrameditation. It's also concretized through singing, declamation in an instinctive crossing of other cultures and civilizations, which transport us to other times and places.
 

António Poppe (1968, Lisboa).
Artista visual, poeta, performer, vive e trabalha em Lisboa. Estudou no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual), no Royal College of Arts em Londres e na School of the Art Institute of Chicago como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento onde realizou um Mestrado em Arte Performativa e Cinema. Tem trabalho híbrido de poesia e artes visuais editado pela Assírio & Alvim ("Torre de Juan Abad", 2001), Documenta ("Livro da Luz", 2012) e Douda Correria ("medicin." em 2015 e "come coral" em 2017). Já atuou e/ou expôs em espaços como o Museu de Serralves, Galeria ZDB, Galeria 111, Culturgest, Fundação Carmona e Costa, entre outros. Em 2015 participou em "Oracular Spectacular - Desenho e Animismo", no Centro de Artes José de Guimarães (CIAJG); em 2017 expôs "Watercourse" na Galeria 111, com Joana Fervença, e participou em "Encontros para Além da História", sob o tema "As Magias" (CIAJG). No ano seguinte colaborou com Mumtazz na 6ª edição dos "Encontros para Além da História", desta feita sob o tema "O Nascimento da Arte" (d'après Georges Bataille), também no CIAJG; colaborou com "musa paradisiaca" em "Collaboration", curadoria de Filipa Oliveira no Quetzal Art Centre em Jachthuis Schijf, Holanda; e desenvolveu uma residência artística e seminário na Porta 33, na ilha da Madeira, enquadrado no ciclo "Mais importante do que desenhar é afiar o lápis", com curadoria de Nuno Faria. Em 2019, participou numa exposição na galeria ZDB, em Lisboa.


António Poppe (1968, Lisbon).
Visual artist, poet, performer, lives and works in Lisbon. Studied at Ar.Co (Center for Art and Visual Communication), the Royal College of Arts in London and the School of the Art Institute of Chicago as a fellow of the Calouste Gulbenkian Foundation and the Luso American Development Foundation where he completed a master of Performing Art and Cinema. He has hybrid work of poetry and visual arts edited by Assyrio & Alvim ("Torre de Juan Abad", 2001), Documenta ("Livro da Luz", 2012) and Douda Correria ("medicin." in 2015 and "com coral" in 2017). He has performed and/or exhibited in spaces such as the Serralves Museum, Galeria ZDB, Galeria 111, Culturgest, Fundação Carmona e Costa, among others. In 2015 he participated in "Oracular Spectacular - Drawing and Animism", at the José de Guimarães Art Center (CIAJG); In 2017 exhibited "Watercourse" at Galeria 111, with Joana Fervença, and participated in "Encontros para Além da História", under the theme "The Magic" (CIAJG). In following year he collaborated with Mumtazz on the 6th edition of "Encontros para Além da História", this time under the theme "The Birth of Art" (d'après Georges Bataille), also at CIAJG; collaborated with "musa paradisiaca" in "Collaboration", curated by Filipa Oliveira at the Quetzal Art Center in Jachthuis Schijf, The Netherlands; and developed an artistic residency and seminar at Porta 33, on the island of Madeira, framed in the cycle "Mais importante do que desenhar é afiar o lápis", curated by Nuno Faria. In 2019, Poppe participated in an exhibition at the ZDB gallery in Lisbon.

Wednesday, September 11, 2019

629.


performances
sábado, 14 de setembro de 2019, às 17h
na exposição "A oficina de pintura encarregar-se-á das partes pintadas do cenário" na Galeria Quadrum
 
Silêncio, ruído estrépito, leitura coletiva, cantar, tossir, batidas ou pancadas, exclamações, aplausos, vaias, assobios, pessoas saindo, lançando objetos, pessoas subindo ao palco
de Mariana Silva
por Joana Manuel

Visita guiada ou A incoerência do artista
de Sofia Gonçalves
por André e. Teodósio e Patrícia da Silva


A oficina de pintura encarregar-se-á das partes pintadas do cenário
Artistas Plásticos entram em cena no São Luiz Teatro Municipal


Objetos, performances, documentação e material gráfico relativo a colaborações de artistas plásticos com companhias e espetáculos que estiveram em cena no São Luiz, neste século XXI. O título é uma frase de outrora, redundante mas ainda assim curiosa, encontrada no meio de um programa antigo. Esta frase serve aqui para questionar a posição nestas últimas décadas da criação plástica (muitas vezes solitária) dentro do contexto das artes performativas (quase sempre de autoria partilhada). Onde se encontra a colaboração? Como se desenvolveu? O cenário ainda se “pinta”?

Curadoria: Susana Pomba
Galeria Quadrum até dia 24 de Novembro

Friday, August 30, 2019

628.


dia 29 de agosto




(Festival) PARAGEM (em modo soft opening)
práticas artísticas contemporâneas em época balnear


Férias Artísticas no Algarve

As artes e contextos de apresentação são lugares e habitações de pensamento que revelam gestos, princípios políticos e filosóficos, marcas de identidade, posições territoriais, compromissos, desafios e acções que incitam, eventualmente, a outras. Talvez seja também essa a felicidade que se pode encontrar num acontecimento artístico, a de levar para casa uma enorme vontade de acção, nem que seja para, quando lá chegarmos, fazer a cama e logo de seguida nos deitarmos nela.”

Nelson Guerreiro, Em que é que as artes contribuem para a minha felicidade? In “ArtInSite”


O (Festival) PARAGEM assentará numa programação multidisciplinar com o objectivo de promover plataformas de acessibilidade, num contexto arredado dos grandes centros, urbanos à cultura e criação artística contemporâneas em época balnear,  desejando, por isso, envolver as comunidades permanentes e temporárias de Lagoa através de uma selecção cuidada de projectos nas áreas da música, teatro, dança e performance, mas também nas artes visuais e outras áreas da criatividade, apostando numa combinação de artistas consagrados e de jovens criadores portugueses e internacionais.

Destaque-se o cariz itinerante do (Festival) PARAGEM na apresentação de espectáculos, exposições, performances em espaços não-convencionais de Lagoa como: praias, eiras, adegas, campos de ténis, casas de férias, terraços e suites de hotel, procurando novas formas de comunicação entre as artes, artistas e os públicos.

Após conversas longas, debates acesos e reflexões amadurecidas, decidimos que o nosso mote curatorial será “(De) Férias no Algarve”. É imperativo confessar que esse leitmotiv não é fruto das circunstâncias, já que é um tema magnético que possibilita uma infinitude de abordagens e que, por isso, não morrerá na praia como os amores de verão, porquanto será explorado noutras PARAGENS em próximos futuros.

O que é estar de férias no Algarve? “Férias no Algarve”: o que nos vem à cabeça? Porque é que o Algarve é o destino eleito pela maioria dos portugueses e de muitos estrangeiros para as suas férias de verão? Será pelas praias? Será pela gastronomia? Será pelos sunset-parties? Será pelo calor tórrido afrodisíaco e acelerador da taxa de natalidade nacional nos meses de março, abril e maio no ano seguinte? Será pelos túneis de vento em que nos sentimos astronautas da NASA? Será pelas missas ao domingo ao fim do dia em versão bilingue com vista para o mar? Será pelo cheiro da vegetação seca? Será pela sinfonia das cigarras? Será pelos mergulhos em noites de lua cheia? Será por se poder nadar olimpicamente contra a linha do horizonte? Será pelos passeios de barco às Grutas de Benagil com acesso condicionado por semáforos? Será pelos contrastes palatinos do doce da Bola de Berlim e da água salgada ou do gelado a derreter com o ar quente? Será por aquilo que podemos fazer mais do que trabalhar para o bronze; a saber: ouvir a Marta Ren no Monte Santo Resort? Ou visitar as destilarias de medronho em Monchique? Ou visitar a FATACIL e ver a Blaya, não sem antes assistir aos shows hípicos? Ou tão só porque na maior parte dos destinos algarvios se está rodeado de milhares de pessoas e só o que muda é o cenário envolvente e isso é TOP!?

Contudo, e a começar logo por aí, há quem não goste disso. É o lado B reversível em que tudo muda. Para muitos, é definido como o dark side estival do Algarve. Estar sujeito à mesma pressão na vida de todos os dias cabe no conceito de férias? Seguramente que não. Como é que as pessoas lidam com isso? O que sucede quando o merecido descanso se confunde com os indesejáveis aumentos de stress e de ansiedade? Quais são as consequências de algo que não se deseja ser tão familiar ao longo do ano como o cansaço, o tédio, a decepção e o desgaste traumático que encaminham em direcção ao pesadelo, exaspero, a ressacas indesejadas e a estados anímicos depressivos, já que se imagina e projecta que as férias serão um período de recarga energética, prazer intensivo, lazer contínuo, álbuns de fotos apetecíveis e detonadores de likes, diversão máxima ou, para uma minoria residual, de aquisição de conhecimento e capital cultural (quanto mais geral e abrilhantador em reuniões e interacções sociais - tanto melhor! - para equilibrar o ratio entre custos e ganhos).

Interessa-nos explorar esse contrassenso que se nos afigura como decisivo para a criação artística e pensamento contemporâneos que se pode alimentar do confronto entre o desejo de compensação pelo sacrifício na busca da excitação e as nevroses e as agruras do mundo, enquanto potência da exploração poética entre essa condição de destino paradisíaco e, ao mesmo tempo, trágico em que a satisfação, por vezes, está muito aquém do que lhe era prometido e do que se auto-fantasiou.

Em busca desse fito, desafiámos artistas multidisciplinares a estarem de férias no Algarve em regime de part-time com trabalho versando sobre essa experiência efectiva ou imaginada. Eis os resultados. É nosso objectivo proporcionar dias efervescentes, arrepios na pele, sobressaltos emocionais, conclaves mágicos. Em suma: um caleidoscópio de paisagens-imagens-sensações-vislumbres que possam proporcionar umas férias artísticas encantadoras.

Resta-nos, por fim, desejar: - Boas mini-férias a todos aqueles que nos visitarem e que cedam à tentação de dizer que só pecaram por serem curtas.

Filipa Brito & Nelson Guerreiro
Directores Arísticos do Festival PARAGEM
promovido pela Bóia – Associação Cultural
(a salvar vidas desde 2018)

Friday, August 23, 2019

627.


performance as publishing presents diana policarpo
8th september, 3:30 pm
Whitechapel Gallery

Artists Nicole Bachmann and Ruth Beale present Performance as Publishing: At Home a new performance series in the spirit of a zine. Low tech, DIY and self-organised, it is conceived as a vessel for exchange and encounters usually conducted as an informal evening in a domestic setting, with a performance, dinner, drinks and conversation.
Performance as Publishing reimagines At Home for Whitechapel Gallery as a casual afternoon with a reading by Diana Policarpo, followed by tea, cake and conversation for all.
Please note the reading will start at 3.30pm.

Monday, August 19, 2019

626.



hugo de almeida pinho
nature fictions

performance no dia 21 Agosto, 20h30 e dia 27 Agosto, 20h30
DIDAC-DARDO - Instituto do Deseño e das Artes Contemporáneas, Santiago de Compostela

Performance no âmbito da exposição Terra Rara com curadoria de David Revés
DIDAC - DARDO Instituto do Deseño e das Artes ContemporáneasDe 3º a sexta, 11-14h / 16-20h
Pérez Costanti, 12, bajo
15702 Santiago de Compostela

Hugo de Almeida Pinho apresenta, nesta exposição na Fundacíon DIDAC, o terceiro momento de uma pesquisa em torno das relações estabelecidas entre a tecnologia, o humano e a natureza, através de um gesto de duplo sentido: tanto executando uma pequena arqueologia da tecnologia ao focar-se em certos tipos de minerais naturais que estão na sua base e que, por isso, desencadeiam na contemporaneidade processos sociais, biológicos, económicos e políticos complexos, como também, de forma especulativa e crítica, tenta mapear movimentos ao nível das imagens produzidas pelos dispositivos da técnica e da tecnologia, mas também pelos sistemas de arquivo e exposição, nas suas vertentes relacionais e simbólicas.

Hugo de Almeida Pinho presenta, en esta exposición en la Fundación DIDAC, el tercer momento de una investigación en torno a las relaciones establecidas entre la tecnología, lo humano y la naturaleza. Lo hace a través de un gesto de doble sentido: tanto ejecutando una pequeña arqueología de la tecnología al enfocarse en ciertos tipos de minerales naturales que están en su base y que, por eso, desencadenan en la contemporaneidad procesos sociales, biológicos, económicos y políticos complejos, como también, de forma especulativa y crítica, intentando mapear movimientos al nivel de las imágenes producidas por los dispositivos de la técnica y de la tecnología y por los sistemas de archivo y exposición, en sus vertientes relacionales y simbólicas.                                                       

T. +34 881 018 893


info@didac.gal

Wednesday, August 14, 2019

625.



joão pedro vale + nuno alexandre ferreira
those who make the revolution halfway only dig their own graves
5 June 2019, Petite salle - Centre Pompidou, Paris



 





This reading/performance aims to restore dissident memories of the integration and assimilation process to their rightful place, which according to Luso-descendent and sociologist Albano Cordeiro led to the Portuguese community into becoming ‘an invisible community which wiped its own memory’.
The project takes as its starting point the letter published in the French daily, Le Monde, on 9 January, 2018, by Victor Pereira and Hugo dos Santos, which articulates its opposition to the manipulation of the history and memory of Portuguese immigration. This letter criticized the fact that the Portuguese emigration was being presented as an example of good integration as opposed to the allegedly bad example of immigrants from the Maghreb or the ones recently arrived.
Accordingly, individual stories are explored such as that of Lorette de Jesus Fonseca, a Portuguese immigrant who at the end of the 1960s was a community activist and leader of the protest movement fighting the demolition of the slums of Massy, a suburb south of Paris. The Ducky Boys, a pro-violence multiracial group founded in 1983 by the Portuguese João Cordeiro to combat the xenophobic and racist attacks on immigrant communities committed by skinhead gangs. Mário Cesariny, a Portuguese homosexual writer, who in 1964 was jailed in Fresnes for indecent assault, and also Jerôme Rodrigues, a Luso-descendent and member of the Gilets Jaunes, famous for the rubber bullet which left him blind in one eye during one of the movement’s many operations.”
With the support of the Calouste Gulbenkian Fondation.

vídeo:
https://www.centrepompidou.fr/cpv/ressource.action?param.id=FR_R-89616d228e7e996fb85dbad2d5e9c7e&param.idSource=FR_E-a16e6e6984249e3822dec6151b837cfb

624.

performances
na inauguração da exposição trabalho capital #ensaios sobre gestos e fragmentos
comissariada por paulo mendes a partir da colecção norlinda e josé lima, no centro de arte oliva, são joão da madeira



antónio olaio, lunch break, 2019





manuel santos maia, alheava_a balalaica, 2019





xavier paes, turnos da morte, 2019





andré alves, o papel da fábrica, 2019





Créditos fotográficos: Paulo Mendes Archive Studio / Pedro Figueiredo