Saturday, December 5, 2015

562.



antónio olaio
haunted china 
5 de dezembro, 19h:45




video

O ARMÁRIO
Calçada da Estrela 128-A
1200-666 Lisboa
mail@a-montra.com

Tuesday, December 1, 2015

561.



von calhau!
3 décembre à 19h au palais de tokyo
www.palaisdetokyo.com

Ils mettent en scène et représentent leurs spectacles. Ils dessinent. Ils créent des ambiances. Ils jouent avec les mots. Ils tournent des séquences psychédéliques au vague parfum rétro. Ils ne sont ni peintres, ni sculpteurs, ni musiciens, ni poètes, ni cinéastes. Le duo Von Calhau ! est entre. Entre les disciplines qui ne sont pour eux que de purs instruments servant à concevoir une cosmogonie esthétique sans barrières et ouverte à l’expérimentation la plus radicale. Ces artistes plongent les mains dans un magma créatif qui se dilue de projets commencés en un moment donné et poursuivis parfois pendant plusieurs années. C’est sur les franges définies par l’humour et par l’absurde que nombre de leurs actions se déroulent, en un questionnement vital des limites toujours de mise dans ce que l’on appelle le système des arts.

Von Calhau ! est le nom qui désigne les projets sonores et visuels du duo portugais Marta Ângela et João Alves, préparés conjointement depuis 2006. Leurs présentations incluent la performance, des concerts, des projections de films, des expositions, des programmes pour la radio, des ateliers et des lectures. Ils ont présenté leur travail au Portugal et en Europe dans divers lieux tels le Musée de Serralves (Porto, Portugal), MUSAC (León, Espagne) ou encore Mackintosh Museum (Glasgow, Ecosse) et ont participé dans divers festivals dont Netmage (Bologne, Italie), Kraak (Berlin, Allemagne) ou Les Urbaines (Lausanne, Suisse).

Dans le cadre de l’exposition Au sud d’aujourd’hui. Art contemporain portugais [sans le Portugal], jusqu’au 13 décembre à la Fondation Calouste Gulbenkian – Délégation en France.

560.



rita gt
we shall overcome
4 de dezembro, 19h
museu do chiado


A artista portuguesa Rita GT inaugura a exposição «We Shall Overcome!» a 4 de Dezembro no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, às 19h. A inauguração é composta por uma performance tendo como convidados o músico nigeriano Keziah Jones e um grupo de bailarinos.
A performance de 4 de Dezembro é um acontecimento único. Durante este evento Rita GT apropria-se do tema musical de contestação “We Shall Overcome” (cantado por Pete Seeger, Joan Baez entre outros) e enquadra-o nos tempos de instabilidade social em que hoje vivemos. 






Monday, November 30, 2015

559.


von calhau!
volta subicida

Culturgest// Lisboa // 26 Nov // 19h00 e 21h30

558.

28.11 - Teatr Modrzejewskiej w Legnicy
godz. 19.00 - koncerty / live performances:
Inire (Polska)
@c (Portugalia)
Tombola (Irlandia)





@c: pedro tudela e miguel carvalhais

Sunday, November 22, 2015

557.

 pó da lâmpada, gustavo sumpta

PERFORMANCE... AGAIN! #3
Exercício Mínimo: Gestos e Formas Elementares
Curadoria de Vera Mota

O terceiro momento do programa PERFORMANCE... AGAIN! propõe um olhar sobre a relação entre performance e princípios minimalistas.

Acções simples e formas geométricas elementares serviram de tema a muitos artistas que fizeram da performance um meio privilegiado no o seu trabalho. Tal acontece com o artista norte-americano Bruce Nauman que nos anos de 1960 realizou uma série de exercícios simples diante da câmara de filmar, reduzindo por vezes o esquema de composição a uma das formas geométricas mais básicas: o quadrado. A repetição do mesmo gesto por longos intervalos de tempo, torna-se também uma estratégia frequente, desenvolvendo estruturas anti-narrativas que permitiam experimentar simultaneamente a intensidade e o aborrecimento. O tempo torna-se assim um factor determinante, tomado como agente transformador das qualidades de uma simples ação do quotidiano. As performances que serão apresentadas no programa "Exercício mínimo: gestos e formas elementares", sugerem-nos exactamente essa possibilidade, propondo uma experiência da passagem do tempo enquanto se observam os gestos rigorosamente cumpridos.

///

PROGRAMA
Filmes / Vídeos
> De ter 17 a sáb 21 nov. Horário contínuo

BRUCE NAUMAN
Dance or Exercise on the Perimeter of a Square (Square Dance). (1967-1968)
+
Manipulating a Fluorescent Tube (1969)

MAURO CERQUEIRA
Perder as graças. (2009)
/
Local: Foyer da Entrada TM Rivoli

Performance
> sáb 21 nov / 16h00

SUSANA MENDES SILVA
Ritual

GUSTAVO SUMPTA
Pó de lâmpada

Conversa com artistas
> sáb 21 nov / 18h00
Gustavo Sumpta e Susana Mendes Silva
Moderação de Vera Mota


ritual, susana mendes silva

556.


Marçal dos Campos + Haarvöl + Susana Chiocca
20 de Novembro no Salao Brazil, 22h
Anozero: Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra






Marçal dos Campos é um alter ego do artista plástico João Marçal (Santarém, 1980), sob o qual desenvolve um projecto de música electrónica desde 2005.
Nas palavras do próprio músico, Marçal dos Campos é um projecto a solo dedicado à “representação de música”. Termos como “Cathartic Easylistening”, “Sentimental Voiceless Karaoke” ou “Melancholic MIDI”, são tentativas do próprio autor encontrar uma denominação capaz de enquadrar a sua abordagem sonora. O seu processo de trabalho consiste na “materialização” simples de um constante trautear mental, através de software de produção musical relativamente acessível. MdC prepara há cerca de dois anos um novo álbum de originais, ainda sem data prevista para o lançamento. Vários temas do novo disco poderão ser ouvidos em primeira mão neste concerto.





BITCHO, de Susana Chiocca, é uma figura ambígua, meio ancestral com um hibrído folk.
 Mantendo uma relação orgânica com o que a rodeia, transforma-se a cada apresentação, para em conformidade com o público construir rituais libertários com humor e ironia. Questiona-se sobre o mundo, o momento, a poesia, o sistema, a sexualidade.
Desenvolvido a partir de uma estrutura sonora, visual e textual, apresenta-se como um número entre o cabaret e a patafísica.



Monday, November 16, 2015

555.

luisa cunha 
magnetic needle

old school#39
Saturday, November 14th 2015
at 10pm the time I sometimes get up
at Escola das Gaivotas 







Friday, November 6, 2015

554.

APELO À PARTICIPAÇÃO
para livro Performance Arte e Esfera Pública

Convite para artistas e investigadores interessados em enviar propostas artísticas ou ensaios sobre o tema performance arte e esfera pública para livro (em PT e em ENG) a publicar em 2017 pela editora Orfeu Negro.


Pode a Performance Arte construir, recriar e participar na esfera pública? De que forma pode ela repensar e reclamar outras formas de estar com o outro? Quais as implicações da sua institucionalização? Como podem os mundos criados pela Performance Arte reconfigurar as possibilidades políticas, éticas e estéticas do encontro com o outro e de acção no mundo? Estas são as inquietações de fundo deste livro.

Entende-se por Performance Arte o género artístico nascido no início do século XX com o futurismo italiano (Goldberg), intensificando-se e afirmando-se nos anos 60/70, especialmente nos EUA. Caracterizado por um conjunto de estratégias estéticas predominantemente auto-reflexivas, a Performance Arte desafia a relação com o espectador, os limites do objecto artístico e a própria ideia de artista, extremando a premissa modernista da fusão arte-vida. Esmorecida a sua função contestatária de origem patente em diversas disciplinas artísticas, a Performance Arte institucionaliza-se como género nas décadas de 80/90 (Féral). Actualmente, assistimos a novos modos de relação da artes efémeras com o museu (Lepecki, Heathfield), nomeadamente, através da curadoria e aquisição de obras performativas, da prática de reenactments ou da espectacularização do espaço e processo de trabalho. As gerações do teatro pós-dramático (Lhemman) assimilam, apropriam-se e reinventam as estratégias estéticas e políticas da Performance Arte, inclusive, em países onde ela se manifestou de forma descontínua, como em Portugal. Pensar a Performance Arte na contemporaneidade exige, assim, escutar os ecos da disseminação dessas estratégias por outros géneros artísticos que, porventura, a actualizam e redefinem.

Procura-se neste volume explorar as conexões e desconexões entre as estratégias artísticas e políticas da Performance Arte e a esfera pública, conceito histórica e culturalmente definido. Entende-se por esfera pública um espaço de confluência de discursos e forças ideológicas, afectivas e éticas que moldam a relação entre público e privado. Mais do que a possibilidade de chegar a um consenso (Habermas), interessa-nos considerar as práticas agónicas que definem a esfera pública (Mouffe) para repensar as formas de participação da Performance Arte na vida política, ética e afectiva bem como os contornos específicos dessa esfera que, por sua vez, se constitui enquanto performance (Cvejic). Os encontros promovidos pela Performance Arte criam mundos que interrogam, perturbam e complicam a esfera pública, tendo em conta a sua variação histórica, na medida em que o seu fazer é, por um lado, condicionado pelos discursos e ideologias que atravessam a esfera pública e, por outro, constitui uma força de acção e impacte nessa mesma esfera.
 
Impulsionadas pelas comemorações do centenário do Manifesto Futurista de Marinetti (2009), outras histórias da Performance Arte periféricas, desviadas e oriundas de contextos específicos têm proliferado. Em Portugal, a Performance irrompe de configurações sociopolíticas de mudança (instauração da República, Revolução dos Cravos, adesão à CE). A sua história vem sendo escrita segundo uma narrativa do intervalo, considerando-se episódica a sua manifestação nas diferentes artes (poesia, música, artes visuais, artes performativas). Este facto permite-nos, por um lado, equacionar a força mobilizadora da Performance na esfera pública dos diferentes momentos de emergência e, por outro lado, pensar a forma como cada campo artístico activa uma relação de participação específica. Neste sentido, este volume propõe-se contribuir para o projecto criador de E. Melo e Castro: escrever “o livro impossível que a(s)ideologia(s) e a história não nos sabem dar."

Este volume tem por objectivo oferecer um leque abrangente de perspectivas teóricas e artísticas num plano internacional sobre a relação entre Performance Arte e esfera pública, contribuindo para ao pensamento crítico sobre a Performance Arte e as artes performativas contemporânea e para diferentes modos de pensar retrospectivamente a Performance Arte portuguesa, assinalando o centenário da conferência futurista de Almada Negreiros, momento de referência para uma reflexão histórica (2017).

Convidam-se investigadores e artistas das áreas de estudos de performance, artes performativas, história, artes visuais, literatura, música, teoria dos afectos, novos materialismos, teoria política, estudos culturais, estudos feministas, estudos de género e queer, a enviar textos ou propostas artísticas que abordem um ou mais aspectos da relação entre Performance Arte e esfera pública, desenvolvendo pensamento em diálogo com casos específicos de práticas performativas contemporâneas portuguesas ou temáticas relevantes para as mesmas. Serão considerados temas como participação, institucionalização, performatividade, ideologia, arte e política, activismo, historicidade, afecto público, encontro, experiência. Alguns exemplos de  tópicos possíveis:


-           afecto público e esfera pública (condicionamento e potenciação de afectos como gestos políticos)
-           poder e performatividade da recepção crítica
-           performatividade (dos afectos, dos corpos, dos objectos ou do espaço em tensão na esfera pública)
-           arte, política e activismo
-           institucionalização da performance e contribuição da performance para novos pensamentos da instituição
-           a prática dos reenactments, recriações, reinterpretações
-           a Performance arte Ao museu (aquisições e curadoria, espectacularização do processo criativo, (re)produção e documentação de obras)
-           análises de performances artisticas ou da obra de artistas (música, poesia, artes visuais, artes performativas) destacando a relação com a esfera pública
-           as experiências vanguardistas portuguesas (relação com as vanguardas internacionais: influências, alinhamentos, isolamento, desvios, sintonia)
-           influências e sintonias com outros artistas e/ou modos de intervir sobre a esfera pública
-           repensar, reavaliar, reposicionar a história da Performance Arte portuguesa, os seus agentes e a sua produção


Especificações:
Ensaios: entre 4,000 e 6,000 palavras / 25,000 e 30,000 caracteres com espaços, em português e em inglês (máximo 2 imagens)
Documentos: enviar informação sobre direitos de autor dos documentos em causa
Páginas de artistas: máximo 2 imagens, preto e branco, 12,3 x 18 cm, 300 dpi

As sinopses que não devem exceder as 1200 palavras / 7500 caracteres.

Coordenação científica:
Ana Pais é investigadora de artes performativas, dramaturgista e curadora. É bolseira pós-doc da FCT no Centro de Estudos de Teatro da Universidade de Lisboa / McGill University onde desenvolve o projecto “Práticas de Sentir”.

Esta publicação surge no âmbito do Projecto P! – Performance arte hoje, coordenado por Ana Pais, Catarina Saraiva e Levina Valentim, com a colaboração do curador de música Pedro Rocha. Por esta razão, a selecção dos artigos será discutida colectivamente.

Calendário:
Propostas: 31 Dezembro 2015
Divulgação dos textos ou propostas seleccionados: 30 Janeiro 2015
Entrega de textos: 15 Maio 2016
Data de publicação: Abril 2017

Todas as propostas, candidaturas ou questões devem ser enviadas para performativa2017@gmail.com

Saturday, October 31, 2015

553.


552.



hugo de almeida pinho
The Valley of Thousands Smokes
31 de Outubro | 17h30

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas | Açores
curadoria Mariana Brandão


"The Valley of Thousands Smokes parte de uma reflexão acerca da potência a negativo da visibilidade da imagem, para pensar movimentos que referenciam uma interioridade e exteriorização, uma presença e ausência, versando assim uma função irrealizante e infixa da imagem.

Projectado propositadamente para o Arquipélago nos Açores, The Valley of Thousands Smokes emprega o elemento do fumo como possível superfície de projecção, e, paradoxalmente, enquanto lugar de interferência, devido ao temperamento instável da sua compleição. A performance interpela a dimensão latente da aparição da imagem, tendo por base uma interioridade que se exterioriza, uma inscrição de representações que seguem este movimento que se expande de dentro para fora: sejam os fenómenos sociais da emigração açoriana, os elementos naturais das fumarolas e dos vulcões, ou, a própria materialidade – simbólica e física – do medium fotográfico. Assim, ao convocar uma comunhão entre uma moção humana e natural, a performance cita a justaposição dos quatro elementos da natureza responsáveis pela alteração dos estados da matéria, desenvolvendo um impulso auto-reflexivo que alude ao próprio acto constituinte da performance."

Sara Castelo Branco

 

Friday, October 30, 2015

551.

 

andré guedes
Die Wiederherstellung des Geistes

Curated by Juan de Nieves
25 September – 14 November 2015

Vera Cortês Art Agency
The last performance Oktett will happen on Saturday 7th November, at 3pm and 5pm
duration: 20'

Wednesday, October 14, 2015

550.

joão pedro vale & nuno alexandre ferreira
como fazer uma pintura sem sujar as mãos
shhhkola
festa de inauguração da rua das gaivotas 6
com o teatro praga

imagens de | images by alípio padilha















Wednesday, September 23, 2015

549.

diogo pimentão
from here to there

6th september
performance at
galerie untilthen
77 rue des rosiers 93400 saint ouen


image source galerie untilthen's instagram

548.

pedro neves marques
deepstaria e o drone
OLD SCHOOL #37
12 de Setembro de 2015, às 22h
na Escola das Gaivotas
Leitura de Paula Sá Nogueira

547.


conceitos e dispositivos de criação em artes performativas
colóquio internacional
http://www.uc.pt/iii/ceis20/conceitos_dispositivos 

concepts and "dispositifs” of creation in performing arts
international conference

Wednesday, September 16, 2015

545.

 
com
Isabel Carvalho, Alex Cecchetti, Maria Hassabi, Loreto Martinez Troncoso, bem como das duplas Anastasia Ax & Lars Siltberg, Kovács/O’Doherty, Musa Paradisiaca, New Noveta e VIVO. 
 
19 e 20 de Setembro
no Museu de Serralves

"O Museu como Performance” pretende apontar para novas direcções na relação entre a performance e as artes visuais.
Apresentado ao longo de dois dias, o programa integra novos trabalhos e obras recentes em diferentes espaços do Museu e do Parque de Serralves, que respondem ao contexto singular da sua arquitectura e natureza envolvente.


+aqui:
http://www.serralves.pt/pt/actividades/o-museu-como-performance/?menu=252


Sunday, August 23, 2015

544.

diana policarpo
visions of excess, at xero, kline & coma, 23.05.15 – 14.06.15

video

video

video


sound file
http://www.xero-kline-coma.com/archive/DianaPolicarpo/Cabiria.mp3


For her first UK solo exhibition, artist Diana Policarpo has created a new body of works. Visions of Excess, is a site specific installation composed of sound, collage and mixed media, which draws on the thinking of George Bataille in The Accursed Share as a starting point. The work investigates power relations and popular culture juxtaposing the rhythmic structuring of sound as tactile material within the social construction of esoteric ideology. Policarpo creates performances and installations to examine experiences of vulnerability and empowerment associated with acts of exposing oneself to the capitalist world.

Cabiria is a multi-instrumental collective based in London, with Diana Policarpo (percussion), Hannah Catherine Jones (theremin) and Marina Elderton (electric guitar). Through live improvisation they create imaginary landscapes and ethereal atmospheres, weaving sound with layered vocals in a ritualised manner.

Wednesday, August 12, 2015

543.

ana hatherly
(1929-2015)


542.

ângela ferreira

video


performance na instalação especialmente criada para a exposição SAAL e que lida com a memória histórica e política de um dos momentos mais marcantes para a sociedade e para a arquitectura portuguesas. foi novamente apresentada durante a inauguração da exposição Fernanda Fragateiro e Ângela Ferreira da colecção António Cachola no espaço Chiado 8 em Lisboa.

performance during the opening of the exhibition Fernanda Fragateiro e Ângela Ferreira of the collection António Cachola at Chiado 8 in Lisboa.





texto da performance:

Linhas de acção dos técnicos enquanto técnicos
Sobre o modo como a Brigada, enquanto grupo técnico, pretende operar no âmbito do actual
contexto político.
A Brigada não adopta posições simplistas: aprender com o povo ou ensinar o povo.
Ela intervém com a sua formação real, aceitando e criticando as circunstâncias desta
formação, e com foco total num objectivo: o controlo das zonas degradadas pelas populações
que nelas habitam, no sentido da sua apropriação e recuperação, controlo esse que, desde o
início, deve ser necessariamente alargado à própria cidade e além dela.
(A superação, pelas Associações, dos objectivos que deram directamente origem ao projecto
SAAL está estritamente ligado à dinâmica do processo revolucionário português, do qual é,
ao mesmo tempo, motor e reflexo.) A Brigada considera que a sua formação e as suas ideias,
dentro dos limites concretos da reconstrução do habitat, em dialéctica com as ideias atuais das
populações para as quais trabalha, estarão na base de um mundo físico criado para e por uma
sociedade que se deseja sem classes.
A Brigada recusa o caminho do mimetismo ou da ambiguidade, por ser restrito ou
demagógico.
A Brigada não considera nem admite que a urgência dos problemas constitua um limite à
qualidade e à poesia.
(Poesia entendida como total adesão e expressão do processo político em curso, em toda a sua
riqueza e complexidade riqueza e complexidade cujas raízes se encontram tão só num
movimento popular colectivo e irreversível.)
A Brigada procura não confundir objectivos e métodos. Ela estabelece, juntamente com a
associação de inquilinos, as prioridades para cada momento, corrigindo-as se necessário, e
adoptando uma posição de crítica permanente.
Nesta óptica, cada decisão deverá ser assumida como parte de um processo dinâmico, sendo
indispensável a adopção de uma metodologia adequada.
Ultrapassados os processos burocráticos e tecnocráticos, o conceito do projecto é diferente, e
nada deve ter a ver com a improvisação ou o cassetete.
O rigor não é um limite à dinâmica do processo.
O rigor deve estar estritamente ligado à possibilidade real de evolução, ao amadurecimento, à
capacidade de responder ao processo, e deve estar sempre presente.
O rigor deve ser directamente proporcional a esta capacidade de resposta.
O rigor não é um limite à imaginação.
O rigor não é um limite à criatividade colectiva.
O rigor é a capacidade de resposta a um processo dinâmico.
“A qualidade é o respeito pelo povo.”
(Che Guevara)

texto supostamente da autoria de Álvaro Siza Vieira mas assinado pela brigada do SAAL Porto.




sobre a instalação e a performance:

"A obra [...] foi especificamente concebida para a exposição sobre o Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL) apresentada na Fundação de Serralves entre Outubro de 2014 e Fevereiro de 2015. O SAAL foi um interessante projeto de arquitectura participativa promovido entre 1974 e 1976 por iniciativa de Nuno Portas. O objectivo era resolver as enormes carências habitacionais dos meios urbanos colocando brigadas técnicas compostas por arquitectos, engenheiros, assistentes sociais e juristas em contacto com as populações dos bairros da lata e das “ilhas” e projectando com elas os novos contextos habitacionais. Com uma referência explícita ao projecto da Bouça de Álvaro Siza Vieira, a escultura é também o lugar onde uma performance é realizada, da qual consta a leitura de um texto publicado, à época, pela Brigada de São Victor,  também liderada por Siza. A colecção António Cachola possui um muito particular envolvimento com esta obra, na medida em que aceitou produzi-la ainda antes de existir um projecto, possibilitando assim à artista desenvolver o trabalho nas condições pretendidas."
Delfim Sardo

Tuesday, July 21, 2015

541.


mapa do tempo
(desenhos do corpo-mundo)

─ um projecto de ana nobre

23.07.2015
09:00 ─ 20:00
CERNACHE DO BONJARDIM
Lavadouro e Anfiteatro ao Ar Livre
Rua Dr. Parada Leitão

18:00 ─ 19:15
Improviso Sonoro de Ana Nobre,
André Neves, Baltazar Moreira,
Carlos Godinho, a partir do som ambiente
Documentação de Diogo Quaresma


"Tenho vindo a trabalhar, directamente, com os locais
/lugares que habito e que vou conhecendo através/com
o meu corpo.
Este projecto tem essa componente espacial/temporal
de vivência e experiência dos lugares.
O tempo da experiência/conhecimento sensível desses
lugares é aqui distendido, contrapondo ao isto foi da
fotografia, o isto foi sendo da performance da fotografia.
Trata-se de um real que se fixa noutro real, sem passar
pelo olho da máquina fotográfica, onde a obra se assume,
simultaneamente, como processo e como vestígio."


Ana Nobre


http://analentejana.tumblr.com/post/124058903501/premissas-em-fotografia-mostrar-qualquer-coisa-e

540.






beatriz albuquerque
the tea party
sábado, dia 25 de Julho, 16h
Bienal de Amares: Encontrarte
Largo Central, Amares

Sunday, July 12, 2015

539.


PERFORMANCE... AGAIN! #2
Active voice: Subject is doing the acting.

11. JULHO

PERFORMANCE
16h00 Café-concerto e Auditório Isabel Alves Costa TM RIVOLI

ISABEL CARVALHO Néon e Procelária, 2015 (20’)
ANDRÉ GUEDES Diálogo Oblíquo - Alma M. Karlin, 2011 (30’)
PEDRO BARATEIRO Como fazer uma máscara, 2011 (25’)  ­­
ANDRÉ SOUSA Obrigado e Boa Noite, 2005 (10’)


CONVERSA COM ARTISTAS
18h00 Café-concerto TM RIVOLI

MODERAÇÃO 
VERA MOTA



isabel carvalho
























andré guedes


















pedro barateiro




















andré sousa














fotografias de José Caldeira / TMP